Entrevista: Maria Elizabeth Dumont Negrelli, Secretária da Pessoa com Deficiência em Maringá
Maria Elizabeth Dumont Negrelli, mais conhecida como Betinha, assume neste mês a Secretaria da Pessoa com Deficiência em Maringá. No último dia 13 de julho, ela foi uma das palestrantes no Rotary Club de Maringá-Velho, juntamente com as intérpretes de libras – Eliane Braga de Oliveira Crispim, Adriana Haupt e Cleonice dos Santos Ramos.
O tema abordado foi Surdez e Sociedade e vem ao encontro do que o Rotary International tem trabalhado mais ativamente, promovendo a Diversidade, a Equidade e a Inclusão (DEI) dentro da organização e nos seus projetos.
Segundo Betinha, ainda é preciso desmistificar na sociedade o senso comum com relação às pessoas surdas.
“Surdo não é mudo, existem diferenças entre os surdos e os deficientes auditivos, da mesma forma que existem graus e perdas auditivas distintas, também existem identidades diferentes. LIBRAS é uma língua e os surdos possuem uma cultura própria, enfim, a sociedade necessita conhecer mais sobre a cultura surda e como incluir essas pessoas”, explica a especialista em Educação Especial e em Libras.
Ela é a 15ª mulher a ocupar o cargo de Secretária, de acordo com a Prefeitura de Maringá, o que representa uma amostra de 50% da força feminina no alto escalão da gestão municipal.
“Mais uma mulher ocupando cargos de liderança significa representatividade, voz dada, oportunizando que a diversidade aconteça. Nós conquistamos o direito de estudar, fazer faculdade, votar, autonomia para trabalhar sem autorização do marido e tantos outros direitos. Por isso assumir uma Secretaria é olhar para o passado e ver que pudemos fazer um novo presente, onde além das mulheres conquistarem mais um espaço, realizam a inclusão, garantem direitos e promovem a igualdade”, atesta Betinha.
Para ela, os maiores desafios para as pessoas com deficiência é que “a política da nossa cidade fique evidenciada e garantida, fazendo um movimento intersecretarias, para pensar em ações e soluções melhores para essas pessoas”.
A Secretária da Pessoa com Deficiência considera o trabalho do Rotary muito importante e valioso para a sociedade. “O Rotary dá oportunidade a muitas pessoas para conquistarem sonhos e realizarem objetivos. Acredito que o terceiro setor só venha a agregar e a melhorar a inclusão e a qualidade de vida das pessoas com deficiência”.
Larissa Nakao - Comunicação Corporativa






